20/04/2007
AMIGO URSO

Nem o pobre Knut está livre de um ataque terrorista. O urso polar que virou a sensação do zoológico de Berlim recebeu uma ameaça de morte anônima via fax, mas nada aconteceu até o fechamento deste post. Provavelmente o mascote deve continuar na área por mais algum tempo, são e salvo. Mas a paranóia está no ar e a partir de agora Knut irá viver como um ser humano qualquer – com medo de morrer antes da hora, de causas não muito naturais. Tiro, bomba, gás, pum no elevador, novela das seis... enfim, as possibilidades de exterminar o próximo são infinitas.

Para morrer, basta estar vivo e dando sopa por aí. Se antes já não sabíamos o dia de amanhã, hoje não temos como saber como será o minuto seguinte. Um simples atravessar de rua e corremos todos os riscos de não chegarmos inteiros no outro lado da calçada. O homem está neurótico, histérico. Com crises de ansiedade e cadente na euforia do pânico. Compulsivo, obsessivo, esquizofrênico. Suicida social e assassino de assunto.

O mundo é tarja preta e ninguém liga pra prescrição médica. Síndromes, ataques, depressão pré e pós alguma coisa, males de nomes compostos. Hoje ninguém tem febre, dor de barriga ou resfriado: é rotavirus intestinal, gripe asiática e má formação congênita. Meus ansiolíticos, por favor. E viva o cloridrato de fluoxetina. 20 mg, por favor. On the rocks.

Eu acho que vi um gatinho.
comentários [ ]

19/04/2007
PAPO CABEÇA

Um amigo acorda inconsolável nesta quinta-feira. “Ressaca moral”, disse ele. Enquanto tomava meu pequeno almoço, ligeiro e sentado de ladinho no banco daquela padaria tipo mosca-em-sonho, ouvia atentamente suas lamúrias sobre a noite de ontem. Diz que não só exagerou na dose, como errou o alvo e atirou para baixo. Levou, ou como ele disse, “rebocou” uma 'tipa' com pinta de qualquer, daquelas que se encontram em qualquer lugar, sentadas em qualquer um.

- Não entendo, não entendo.
- O quê você não entende, Itamar?
- Como eu pude comer aquilo. Onde eu estava com a cabeça?
- Bebida, carência, instinto, sei lá. Esquece, já foi.
- Falta de amor próprio. É isso.
- Ou você perdeu o controle sobre o próprio p**.
- Como assim?
- Falta de comunicação entre as duas cabeças.
- Lá vem você com suas teorias de padaria.
- Tô falando, mané, você e seu p** agora são pessoas distintas.
- Ah ah ah ah.
- Sim, com vontades e ‘timings’ diferentes. Você quer uma coisa, mas seu p** não te escuta.
- Isso é figura de linguagem pra dizer que eu não controlo meus impulsos sexuais.
- Pode ser, mas seu p** sempre larga na frente. E sua cabeça fica pra trás, pensando em ontem.
- É o que está acontecendo agora. Eu pensando na besteira que fiz e meu p** dormindo, nem aí pra nada, tranqüilo.
- Pois é, seu p** não pensa. É muito mais feliz.
- Queria não pensar tanto. Minha cabeça não para quieta.
- Nem o seu p**.
- Então fomos feitos um para o outro. Eu e meu p**.
- Pois foram. Sejam felizes para sempre.
- Bom dia.
- Bom dia.
comentários [ ]

18/04/2007
FLY

Estou livre e agora prometo ir ainda mais longe. Descobri que tenho asas, e elas são enormes. Tão grandes que me fazem dar a volta por cima e voar cada vez mais alto. E não vou parar de subir, vou até o limite de mim mesmo e quando lá chegar vou parar e ver o que ficou embaixo. E não pretendo descer tão cedo, pelo menos enquanto acreditar em tudo que pedi para as estrelas naquela noite que até ontem parecia ter sido há tanto tempo.

Sinto saudades, mas vou guardar-me. Gosto de boas lembranças, as agarro nos momentos difíceis e elas sempre voltam em boa hora e com mais cores: os coqueiros mais verdes, o mar mais azul. E a liberdade muito mais próxima. Tão perto que entrou em mim, mas o que fazer com ela? Não a tenho como um dom, mas como um ato de heroismo. A liberdade, para mim, é um ato heróico. Lutei por isso e vou defender até que minhas asas caduquem. Aí sim, é hora de descer. Mas aqui em cima tá tão bom.
comentários [ ]

17/04/2007
FORA DO AR

Doris Giesse está fora do ar há quase dez anos e no último domingo quase foi pelos ares ao se jogar do oitavo andar na tentativa de evitar o suicídio do gato de estimação de um de seus filhos. Não sabia o paradeiro da ex-loira gelada bipolar, tampouco me lembrava de sua existência. Mas eis que uma notícia semi-trágica trouxe Doris de volta à vida. E que bom, ela está viva. E assim que ganhar alta deve aparecer em algum programa tipo Luciana Gimenez para contar sobre o ocorrido. E assim ressuscitar na mídia, mesmo que por alguns dias.

Doris, depois de muuuito tempo, voltou a ser notícia. Da pior forma possível, mas quem é vivo sempre aparece mesmo. Venho acompanhando, à distância, a evolução do quadro clínico da paciente e li, intrigado, a nota de sua assessora de imprensa. Mas o quê Doris tem feito de publicável para manter uma assessora de imprensa? Neste caso, questiono se o papel de uma assessora – provavelmente contratada de última hora – seria o mesmo de uma agente funerária ou advogada de porta de cadeia. Pensando bem, todos as três ocupações são semelhantes em algum estágio.

E por isso, deixo aqui minhas sérias críticas a este ramo do jornalismo tão difundido entre os mal sucedidos das redações. Não gosto de assessores de imprensa de uma maneira geral, até porque todos que existem são pagos para tornar seus clientes inacessíveis – ou super expostos. Em ambos os casos não deviam despertar interesse de um bom jornalista. Exceções à regra, fico apenas com os mesmos de sempre que não trocam notinha de coluna por meia dúzia de vouchers para almoçar no novo restaurente da cidade.

Só falo da minha carreira, mas antes passe um fax para meu empresário.
comentários [ ]

16/04/2007
JOGO DA VIDA

Dona Carmem, digo, Carminha, encontrou no bingo a melhor companhia desde que o marido se foi. Ele, um idôneo funcionário do Banco do Brasil, falecido em 1996 de alguma insuficiência não revelada – a viúva prefere não entrar em detalhes. Se perguntada, diz que Feliciano morreu porque Deus quis assim, e que já era hora. Carminha viveu o luto de modo exemplar, mas há dois anos resolveu que já era hora de dar uma chance a si mesma. Descobriu na jogatina uma nova razão para levantar-se e tirar do armário alguns dos trajes que costumava usar quando parceira de Feliciano no baile de domingo do Clube Militar.

Todo sábado, ao cair da tarde, Carminha sentava-se frente a penteadeira e começava, então, seu mis-en-plis. Pó de arroz, batom cereja de Max Factor e duas rajadas de laquê na franja depois de tirar devidamente cada um dos bobes que fariam seus cabelos menos lisos e ralos. Um conjunto de linho muito bem passado a ferro, por ela mesma (nunca confiou em empregadas, fazia o serviço doméstico sozinha e jamais permitiu que alguma faxineira de ocasião entrasse em seu quarto), e sapatos de salto baixo que a permitissem andar até o Bingo Jardins, coisa de duas quadras e meia de seu apartamento, único bem deixado pelo finado marido.

E não era pouca coisa, Carminha dizia que um imóvel nos Jardins é um patrimônio de valor inestimável. Sua filha, advogada, já tentara vender o apartamento. – É grande demais para a senhora, repetia. Com o dinheiro deste, compramos um menorzinho no prédio em frente. Mas Carminha, lúcida e ciente da filha que criou, recusou quaisquer ofertas e jurou de pés juntos que só sairia dali para o cemitério. E pelo passar dos anos, a certeza da morte era uma idéia distante.

No auge de seus 70 e poucos, conheceu Abigail na mesa do bingo. Desde julho passam noites combinadas no fim de semana a apostar parte da pensão que recebem em cartelas numeradas. Abigail, esta sim uma mulher a frente de seu tempo, orgulha-se em dizer que é desquitada desde os anos 50. Seu marido morreu há mais de 20, porém Abi diz que seu estado civil é outro. – Se disser que é viúva, Carminha, só plano de saúde liga pra sua casa. Tem que dizer que é separada, assim ninguém fica achando que você é sozinha no mundo. E ninguém no mundo é mais sozinha que Abi.

Mas ela sabe a diferença entre solitude e solidão. E cada caso se aplica a uma delas, pois Carmem, com filha única e três netos, é das mais solitárias senhoras do bairro. Já Abigail, sem filhos e sem apartamento próprio, se basta em sua própria existência no conjugado com vista para o viaduto.

- Que invejinha de você, Abi.
- Querida, tem que parar de achar que a sua felicidade depende da companhia de alguém.
- Mas os meus netos podiam me visitar de vez em quando. Moram tão perto...
- Vá você visitá-los, Carminha.
- Mas eu chego lá e eles nem dão bola pra mim.
- Normal. Você também não ligava pra sua avó.
- Mas eu era obrigada a visitá-la todos os domingos.
- Taí a maravilha dessa geração, Carminha. Ninguém é obrigado a nada.
- Acho uma falta de educação, isso sim.
- Se eles te visitarem é porque querem te ver. É sincero.
- Faz dois anos que eles não aparecem lá em casa para comer meus bolinhos de chuva.
- Então ligue oferecendo outra coisa. Uma quiche, sei lá.
- Você acha que o problema é o bolinho?
- Não, o problema é a rotina.
- E o que os bolinhos de chuva têm a ver com isso?
- Nada, mas experimente preparar uma quiche.
- Quiche no meu tempo era empadão.
- Leva menos massa, Carminha. É mais ‘laite’.
- Abi, pega um refrigerante pra gente.
- Soda?
- Não, água tônica. Com duas gotinhas de Tanqueray.
- Vamos comprar outra cartela, então.
- Tô sentindo que agora vai. O bolão é de 40 mil.
- Então compramos duas cartelas. E dobramos a dose de gin.
- Uma rodela de limão para mim.
- Volto já. Você tem trocado?
- Não. Você sabe que eu nunca ando com dinheiro pequeno.
- Ai, Carminha, você é tão previsível.
- Aonde eu encontro receita de quiche?
- Te mando amanhã.

Na segunda-feira seguinte, Dona Carmem preparou sua primeira quiche. E convidou a família para experimentá-la. Passou aquele mês à espera da visita que jamais apareceu. E provou, sozinha, a mais nova maravilha que aprendera na cozinha. Ontem, no ato da venda do imóvel dos Jardins, seus netos entraram pela última vez no apartamento. No ar ainda havia um cheiro de bolinhos de chuva.

comentários [ ]

13/04/2007
BELEZA PURA

A sua diarista disse que ia comprar uma caixa de sabão em pó e nunca mais voltou? A filha da costureira da sua tia-avó sumiu do bairro com o dinheiro do metro de javanesa? Pois descobri onde elas e mais um monte de jovenzinhas estão neste momento: se preparando para a noite do Miss Brasil 2007, a ser realizado neste sábado, no Rio de Janeiro.

Já é uma tradição SuperEgo falar de concursos de beleza e seria uma sandice deixar passar este branco, logo o mais importante e impotente evento de estética do país. Conheci as candidatas através do site oficial e precisei de um tempo para me acostumar com as imagens, tão fortes e significativas.

Da Miss Acre à Miss Tocantins, elas representam a mulher brasileira em sua última versão: peitudas, bronzeadas artificialmente e com cabelo liso, bem liso, tipo tobogã de piolho. Roda a escova, finaliza na chapa, sobe o tom e pumba! Tá feita a baranga, pronta para entrar em fase de testes.

A vencedora, depois de mostrar o bundão em 180º na passarela, ganha faixa, coroa, cetro e a responsabilidade de representar o Brasil no concurso Miss Universo, este ano acontecendo no México, terra das pessoas mais feias da galáxia. Bem, vamos as candidatas. Façam as suas apostas. Só não vale votar na Miss Sergipe, afinal pra quê serve o Sergipe?

Esta é a Miss Acre, arrastada por uma pororoca até o estúdio de fotografia em Rio Branco.

Aiana, a Miss Rio de Janeiro, optou por um tom de pele mais puxado pra queimadura de 2º grau.

Miss Piauí. Olha aí a copeira que você estava precisando pra sua casa de Caraguá!

Não dá pra ver direito (melhor assim), mas esta é a Miss Amapá.

Miss Espírito Santo posando no cartão-postal de Vitória.

Com vocês... Kalline, representante do Rio Grande do Norte. E essa raiz?

Monnya veio de Roraima e estava fora de fuso na hora do clic depois de viajar cinco dias de ônibus.

Miss Mato Grosso fotografando no playground do condomínio da patroa.

Miss Pará e sua foto de divulgação: clic no Belém Shopping Center Tacacá. Repare no Mc Donald’s ao fundo e a turma no andar de cima tomando ar-condicionado.

Miss Rondônia batendo uma chapa no estoque da confecção que trabalha lááá em Porto Velho. Atenção para a orelha.

Miss Sergipe, só para constar.

comentários [ ]

12/04/2007
PARAÍSO TROPICAL

Há duas semanas, os gêmeos estilistas da marca canadense DSquared – não, você não tem a menor obrigação de saber quem são – estiveram em São Paulo para uma série de compromissos profissionais. E o circo foi armado para receber a dupla estrangeira: pompa, circunstância e uma hospitalidade tipicamente brasileira, isto é, uma subserviência recorrente dos tempos de Casa Grande e Senzala.

Pois os escravinhos fashion fizeram de tudo para agradar aos irmãos em sua primeira visita ao país: festas de arromba, serviços de sexo fácil, programação – glup – cultural, jantares sentados e exigências aceitas no melhor hotel da cidade (toalhas e meninos). Tudo isso para dar as boas vindas aos irmãos que, por mais talentosos que sejam, não teriam de tanta regalia assim em nenhum outro canto do planeta. O estrangeiro desembarca e já ganha um combo Brasil: sexo fácil, mesa farta e ar condicionado.

Mas somos assim mesmo, gostamos de agradar a todo custo. E sai tão caro, muito além do que podemos pagar. Um complexo de inferioridade crônica travestida de simpatia e espírito prestativo. Tudo mentira. Talvez seja esta a única maneira de estar ao lado de alguém que acreditamos ser melhor que nós. Nascemos para servir. E servir mal. Não merecemos nem 10%, tampouco caixinha. Vivemos das migalhas e enchemos a barriga com pouco.

Se o mundo fosse uma lanchonete, seríamos as garçonetes. De redezinha no cabelo e tudo, a fritar coxinhas e outros acepipes de alto valor calórico. E como se não bastasse, ainda faríamos um agrado no gerente pra mor de batalhar por um aumento de salário. Taí a nossa vocação. Pobre de nós.

Nós fomos.
comentários [ ]

11/04/2007
MARCHA RÉ

Este ano São Paulo não verá a multiplicação do lixo na Avenida Paulista, já que a prefeitura vetou a realização da Marcha Para Jesus, organizada pela Igreja Renascer em Cristo. Nunca entendi essa passeata, afinal se os crentes marcham rumo a Jesus por que começavam a ladainha no metrô Paraíso? Não deveria ser o destino final? Nem que fosse para fazer a baldeação para a linha norte-sul. Mas aí seria a marcha de volta para o inferno.

E por falar em inferno, já está confirmada a Parada do Orgulho GLBTTTT deste ano, na Avenida Paulista. Para desespero da comunidade evangélica, gays, lésbicas, transgêneros, sojas transgênicas e hortifrutigranjeiros vão dar as mãos e os pés na festa que promete transformar o, como dizer?, centro nervoso do país no maior aparelho urinário do mundo.

Sugiro uma coisa: por que não unificar os dois eventos? Assim teríamos a primeira Parada do Orgulho Crente Que É Gay. Já que todo mundo é irmão em Cristo, como reza a Bíblia, então que deixem de lado as diferenças e marchem num só sentido. Consolação. Com pedágio na região da Frei Caneca, afinal o pecado mora mal.

Sou a favor da diversidade. Mas não tem problema se repetir roupa.
comentários [ ]

10/04/2007
CONSIDERAÇÕES

Por vezes as palavras escapam da minha boca e nem sempre consigo amarrá-las em texto. Sinto agora que elas estão soltas e por mais que eu vá atrás delas entendo que amarrá-las seria como me trancar na companhia de mim mesmo. É porque sou de dentro pra fora. E não vou desrespeitar o instante que me ocorreu a ausência de idéias. Tenho alguns sentimentos urgentes e não consigo senti-los por completo. Estou em pedaços, grandes, e passo as noites a juntá-los numa incessante busca de sentidos e sensações que me recomponham no dia seguinte. Acordo por inteiro e é curioso como não sei dizer o que penso. Quer dizer, sei, mas não posso dizer. No momento em que tento falar não só exprimo o que sinto, como o que sinto se transforma lentamente no que digo. E as palavras voltam em todas as direções. E eu as pego de frente. Para o alto.
comentários [ ]

09/04/2007
AMOR E RESTOS HUMANOS

Alemão e Íris adiam a primeira noite de amor. Íris evita transar com Alemão para não engravidar. Alemão, por sua vez, diz que o beijo de Íris é delicioso. Alemão e Íris, segundo os jornais, já vivem crise. Não dou um mês para esse namoro acabar. Aliás, torço para isso acontecer. Por eles. Mesmo sem conhecê-los, afinal jamais freqüentarei os mesmos lugares que o casal aqui tratado, sinto que já não existe a menor chance desse relacionamento ir para frente – até porque Siri anda para os lados.

Caipira e ex-sacoleira são alguns tratamentos dispensados pela imprensa à ex-participante do Big Bob’s Burger Brasil. E, ao que tudo indica, a personagem em questão não se incomoda nada com as alcunhas. Por isso, vamos chamá-la de... caipira. Pois bem, a caipira está fazendo jogo duro com o vencedor e ainda não se entregou de corpo e alma, ou seja, nada de sexo. Diz que quer se preservar, como fazem as meninas do interior de São Paulo. No entanto, no dia seguinte à saída da casa, Siri deu mole e posou em seminu artístico num ensaio sabor galinha caipira para quem quiser ver. Tá no ar.

Íris e Alemão tinham tudo para ser mais um casal apaixonado e sem graça na fila do Habib’s, mas eis que os atormentados químicos, estes tão acostumados à solidão (mesmo dormindo e acordando ao lado de alguém todos os dias) e sempre incomodados com a felicidade alheia, entraram na jogada e passam agora a vigiar os passos daqueles que jamais, em tempo algum, poderão dizer enfim sós um para o outro.

E assim, sob o olhar curioso de todos os mal amados do Brasil, Alemão e Íris caminham no sentido contrário do altar. E assado, mais uma vez, a certeza de que a felicidade só é possível quando o amor é um segredo guardado a sete chaves e assunto apenas para as duas partes envolvidas. E conselhos, por melhor que sejam, talvez não devam ser escutados. Já que o coração fala por que não escutá-lo apenas? Acho mais confiável, pois é o único a não trair nossa confiança.

Às vezes ficar sozinho é a única opção, a melhor saída. Duro é ter de assumir para nós mesmos que nem sempre uma das partes entende que dividir a vida é muito mais que rachar a conta do restaurante. Eu acredito no amor. E ele há de vencer. Nem que seja o amor próprio.
comentários [ ]

Entrar no 

www.ego.com.br Todos os dias, em caráter excepcional, críticas construtivas e crônicas destrutivas do mundo moderno na visão de Hermés Galvão, um jornalista antiquado.
06/04/2008 - 16/04/2008 27/03/2008 - 06/04/2008 17/03/2008 - 27/03/2008 07/03/2008 - 17/03/2008 26/02/2008 - 07/03/2008 16/02/2008 - 26/02/2008 06/02/2008 - 16/02/2008 27/01/2008 - 06/02/2008 17/01/2008 - 27/01/2008 07/01/2008 - 17/01/2008 28/12/2007 - 07/01/2008 18/12/2007 - 28/12/2007 08/12/2007 - 18/12/2007 28/11/2007 - 08/12/2007 18/11/2007 - 28/11/2007 08/11/2007 - 18/11/2007 29/10/2007 - 08/11/2007 19/10/2007 - 29/10/2007 09/10/2007 - 19/10/2007 29/09/2007 - 09/10/2007 19/09/2007 - 29/09/2007 09/09/2007 - 19/09/2007 30/08/2007 - 09/09/2007 20/08/2007 - 30/08/2007 10/08/2007 - 20/08/2007 31/07/2007 - 10/08/2007 21/07/2007 - 31/07/2007 11/07/2007 - 21/07/2007 01/07/2007 - 11/07/2007 21/06/2007 - 01/07/2007 11/06/2007 - 21/06/2007 01/06/2007 - 11/06/2007 27/05/2007 - 01/06/2007 22/05/2007 - 27/05/2007 07/05/2007 - 22/05/2007 22/04/2007 - 07/05/2007 07/04/2007 - 22/04/2007 23/03/2007 - 07/04/2007 08/03/2007 - 23/03/2007 21/02/2007 - 08/03/2007 06/02/2007 - 21/02/2007 22/01/2007 - 06/02/2007 07/01/2007 - 22/01/2007 23/12/2006 - 07/01/2007 08/12/2006 - 23/12/2006 23/11/2006 - 08/12/2006 08/11/2006 - 23/11/2006 24/10/2006 - 08/11/2006 09/10/2006 - 24/10/2006 24/09/2006 - 09/10/2006 09/09/2006 - 24/09/2006 25/08/2006 - 09/09/2006 10/08/2006 - 25/08/2006 03/08/2006 - 10/08/2006 27/07/2006 - 03/08/2006 20/07/2006 - 27/07/2006 13/07/2006 - 20/07/2006 06/07/2006 - 13/07/2006 29/06/2006 - 06/07/2006 22/06/2006 - 29/06/2006 15/06/2006 - 22/06/2006 08/06/2006 - 15/06/2006 01/06/2006 - 08/06/2006 25/05/2006 - 01/06/2006 18/05/2006 - 25/05/2006 11/05/2006 - 18/05/2006 04/05/2006 - 11/05/2006 27/04/2006 - 04/05/2006 20/04/2006 - 27/04/2006 13/04/2006 - 20/04/2006 06/04/2006 - 13/04/2006 30/03/2006 - 06/04/2006 23/03/2006 - 30/03/2006 16/03/2006 - 23/03/2006 09/03/2006 - 16/03/2006 02/03/2006 - 09/03/2006 23/02/2006 - 02/03/2006 16/02/2006 - 23/02/2006 09/02/2006 - 16/02/2006 06/02/2006 - 09/02/2006 30/01/2006 - 03/02/2006 16/01/2006 - 27/01/2006

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.