27/03/2008
NOME PRÓPRIO

Passei metade da vida me perguntando por que me chamo Hermés e nas horas vagas consertando aqueles que me chamavam de Hermes. Em casos extremos, como me identificar perante os porteiros ou falar com operadoras de telemarketing, fui Gervásio, Hermógenes, Hernes, Mernes e Sermés sem nunca ousar corrigi-los. Não foi fácil crescer Hermés entre Marcos, Pedros, Andrés e sobretudo Marcelos.

Carreguei meu nome como um fardo e mesmo sabendo as razões que levaram meus hippies pais a me batizarem assim continuava sem entender os motivos que os levaram a tomar tal iniciativa – muito bem pensada, por sinal. Foram anos e anos de incensos, rituais, cantos e, claro, sexo.

Mas não, não foi uma tarefa simples amadurecer como Hermés e, principalmente, amadurecer a idéia de que serei Hermés até o último dia da minha existência. Primeiramente porque já nasci com nome de adulto, cresci sem apelido e para piorar, na chamada numérica na sala de aula, meu nome era, invariavelmente, o vigésimo quarto da lista. Sofri como poucas crianças privilegiadas sofreram.

E na adolescência, quando decidi estudar jornalismo, passei de calouro a candidato pretensiosamente eleito por Deus, ou melhor, Zeus. E fui acusado de querer ser jornalista porque Hermes, na mitologia grega, é o deus da comunicação, o mensageiro, veloz no pensamento e sedutor nas palavras, aquele das asinhas nos pés e, para seu governo, pasme, o padroeiro da Internet. E lá estava eu me defendendo, com unhas e dentes – e um par de asas.

Mais uma vez precisei dizer que Hermés e Hermes são pessoas diferentes, cada um com seu cada qual. E que eu era Hermés, apenas um calouro de sobrenome comum. Mas a coisa foi piorando à medida que todos os nomes passaram a vir sem acento com a informatização dos dados cadastrais. E no segundo semestre da faculdade, cansado de resistir, me deixei ser Hermes para a bibliotecária, a freira da cantina, a senhorinha da tesouraria e metade dos professores que só viram a minha cara no dia da prova.

Ao me formar, fui trabalhar numa revista de moda e desta vez acusado de usar um nome fantasia para ingressar no mundo fashion, afinal nada mais chic que ser chamado de Hermès, como a boutique francesa. E lá estava eu, com carteira de identidade na mão, provando para Jaciras, Valdecis e Saletes que, sim, eu realmente me chamo Hermés – mesmo que o RG não mostre o acento, pois o sistema, segundo a atendente do SSP RJ, não reconhece tal ‘acidente ortográfico’.

Oficialmente falando, sou Hermes Galvao até na segunda via da minha certidão de nascimento e no novo passaporte brasileiro. Até o Word do meu computador corrige quando escrevo meu nome com acento. É um saco, juro. Mas aprendi a conviver com tudo isso. E mais: aprendi a viver com meu nome, hoje tenho certeza que não poderia ter outro. Meu nome significa tudo aquilo que eu carrego comigo e, de uma forma ou de outra, meus pais sabiam que um dia eu conseguiria. Hoje, mais do que nunca, sou o Hermés.

A propósito, me chamo Hermés em nome de Hermés Trimegistro, o "Três Vezes Grande", deus egípcio, o pai de todas as ciências, o legislador e o mago. Enfim...
comentários [ ]

26/03/2008
O SEGREDO DE CÉLIA

Conheci em Londres uma baiana que havia deixado sua terra natal para ganhar a vida em libras. Célia era seu nome. E sua ida para Inglaterra tinha outro motivo também: Célia era lésbica e por falta de quorum em sua terra natal, Recreio, não havia possibilidade de exercer sua sexualidade assim, à flor da pele. Pois é, Célia queria ganhar dinheiro e ser gay. Longe de casa, longe da vista da família. Soube, depois, que Recreio fora evacuada e em seguida inundada devido a construção de uma usina hidrelétrica. E que sua família migrou para Juazeiro, de mala, cuia e um par de bodes. Nessa hora, Célia achou que seria demais para sua cabeça e juntou seus quinhões rumo a Europa.

Quando a vi pela primeira vez, já havia se passado dez anos desde a sua chegada. O ano era 1998. Trabalhamos juntos numa pizzaria, eu e Célia. Ela gerente, eu garçom. Lembrei-me disso hoje, exatos dez anos depois da minha chegada à cidade, quando Londres não era o que se tornou: Babel. Mas a recordação não tem um pingo de nostalgia, longe disso.

É que andei conversando com meu amigo Bruno Astuto este fim de semana sobre a curiosa mania que nós, brasileiros, temos de vangloriar nossos conterrâneos que decidiram imigrar – seja lá qual razão eles tenham tido para sair. Cada um sabe quais razões os levam para partir. Idolatramos os que se foram e os recebemos com honras de estado quando eles decidem voltar em caráter circunstancial, somos capazes de passar noites em claro ouvindo suas aventuras, observando suas roupas novas e acreditando em cada palavra dita.

Queremos saber o que eles fizeram, com quem andaram, por onde foram e, em casos mais íntimos, quanto e como ganharam. Em seguida, orgulhosos dos filhos pródigos, cegamente crentes em suas experiências de vida, num mix de admiração e inveja infantil, passamos seus casos adiante e quando menos esperamos o forasteiro passa a ser visto como um herói, um self made man. Herói este que se veste internamente com traje de gala, confiante que sua vida real no exterior nunca será revelada.

Jamais saberemos que, na verdade, sua ocupação na companhia de seguros não é exatamente a de gerente de vendas, mas sim de assistente do almoxarifado; nem desconfiaremos que, a vera, fulano não é gemólogo e sim vendedor de joalheria, e que beltrana é baby sitter e não assistente social. E pior: que ciclana, que diz ser empresária do ramo do entretenimento é, e sempre foi, modelo do circuito pago.

Com Célia, me lembro bem, não foi diferente. Em sua primeira viagem para o Brasil desde a chegada a Londres, tratou de visitar os parentes recheada de presentes de £ 1.99, alguns pounds para dar e muitas histórias para contar. Foi recebida em Juazeiro como se fosse chuva, diria, até, que foi decretado feriado municipal no dia de sua visita. Célia arrasou, levou os pais para almoçar e jantar várias vezes no restaurante mais caro da cidade, comprou móveis novos, uma TV, mandou consertar a cerca e tudo. Deixou saudades. E voltou à Londres depois de duas semanas no Brasil no papel de dona de uma cadeia de pizzarias.

Até ontem, o segredo de Célia jamais havia sido revelado. Até porque, lá em Juazeiro, eu duvido que alguém tenha desconfiado de algo. Ou pesquisado a respeito, aprofundado no assunto, checado as informações. Célia é o que disse ser. E ponto final. Como tantos outros dizem que são e nós, ingênuos em nossa própria fantasia, acreditamos.
comentários [ ]

25/03/2008
UM NOVO TIPO

São Paulo é uma cidade fascinante. Não sei a sua, mas esta cidade, que não é minha, e que eu não faço a menor questão de adotá-la, tem uma capacidade absurda de reunir truqueiros vindos de todo o mundo, gente que chega aqui com uma mão na frente e uma bolsa-carteira atrás e passados poucos anos, às vezes meses, já podem ser encontrados no, digamos, topo da pirâmide. São os chamados “novos tipos”, seres que escondem seus passados, ou melhor, reinventam. Uma turma que construiu sua personalidade com elementos retirados de filmes, novelas e recortes de revista.

Se vestem com dândis, produtores desencanados ou como mauricinhos; só andam em lugares onde podem ser vistos em boa companhia, mesmo que esta não seja sua amiga de longa data – aliás nada que constitui a formação de um novo tipo vem de longa data: tudo nele é novo, da bolsa ao apartamento, do carro ao namorado. Nele, nada parece ser usado, antigo, com alma. Os novos tipos parecem ter nascido de geração espontânea, não têm pai, nem mãe.

Como os progenitores estão longe, geralmente no interior de São Paulo ou no subúrbio do Rio, eles se dão ao direito de criar uma nova história genealógica para si, geralmente creditando aos antepassados algum titulo de nobreza, uma villa na Toscana, um sobrenome estrangeiro e uma fortuna generosa – supostamente gasta com os prazeres da vida mundana, como eles gostam de dizer (só para manter a nonchalance, aquele charme que há em toda decadência).

Mas os novos tipos são personagens fundamentais da roda viva paulistana, ou você não acha adorável viver a experiência nas médias rodas (que os novos tipos chamam de alta) como se estivesse numa novela de Gloria Perez, com direito a garotas caça-dotes, empresários do setor do entretenimento e gays acompanhantes de artista? Desejo vida longa a todos os novos tipos, aos veteranos e aos calouros. Que venham com novos sobrenomes, novas profissões – personal qualquer coisa, produtor de qualquer coisa ou assessor de qualquer coisa. Só não venham com as mesmas histórias. Nem com o mesmo hálito.
comentários [ ]

24/03/2008
DETOX

Assessora de imprensa liga para meu celular em plena sexta-feira santa exigindo uma retratação. Alega que o post do dia anterior lesava sua cliente, a tal estilista que vendera o vestido para Taís Araújo. Voltemos ao caso para analisar o fato: em que momento o post fere a estilista e a atriz? Quem feriu foi ela, a mim, ao mandar um e-mail para todo mundo com erros absurdos de português e ainda por cima “vendendo” uma pauta que não interessa a ninguém. É ou não é? A assessora não sabe escrever português e quem tem de pedir desculpas sou eu?

Vou sugerir que a partir de hoje todos os jornalistas comecem a pedir retratação, por danos visuais e auditivos, a todos os assessores que passam o dia entupindo nossa caixa de e-mails com sugestões de pauta que não servem para nada. E vamos processar, por danos morais, todos os assessores que mandarem e-mails exigindo confirmação de leitura do tal aviso de pauta. E, por fim, vamos cassar o diploma de todos os assessores que ligarem para a redação, no meio da tarde, em pleno dia de fechamento, perguntando se recebemos o e-mail. Vamos fazer assim? Ora, minha querida, back to school. Ou vai trabalhar na World Tennis do Iguatemi.

Ah, e tem mais. Dado o baixíssimo nível dos comentários deixados na sexta-feira – todos impublicáveis –, está instaurada a partir de hoje a censura prévia no SuperEgo. Sim, porque se o povo não sabe usar a liberdade que tem me sinto aqui no direito de tirá-la. De hoje em diante não serão aprovados comentários com erros de português e de concordância, assim como pontos de vista equivocados e reações primárias do tipo “você é preconceituoso”, “isso é uma prova clara de racismo contra os nordestinos” e “você colabora para a desigualdade social no país”.

É isso aí: quem quiser deixar comentário vai ter que pensar antes de escrever. Caso contrário, ficamos no zero a zero, como no post de sexta-feira. Já não faço a menor questão de quantidade. Vou perder tempo analisando um a um. Nem que não sobre nenhum. Cansei.
comentários [ ]

20/03/2008
QUINTA-FEIRA, SANTA?

Há uma semana venho recebendo e-mails de assessores de imprensa vendendo um certo casamento que irá acontecer neste fim de semana, no Rio. “Os noivos ganharam o champanhe de Ivete Sangalo”, dizia um “aviso de pauta” – como eles, os assessores, costumam escrever no cabeçalho da carta eletrônica. “A noiva ganhou o vestido de André Lima”, contava outro e-mail. “Os noivos pedem a viagem de lua-de-mel como presente de casamento e avisam que cada convidado pode comprar uma cota junto à agência de turismo”. Ou seja, parcelas.

Agora, já a tardinha, véspera do feriado, quando os assessores pareciam ter decretado cessar-fogo, eis que recebo um outro aviso de pauta: “É a jovem estilista Carol Hungria que assina o vestido de madrinha, que a atriz e apresentadora Taís Araújo, irá usar no casamento”. Mantive as vírgulas separando o sujeito para vocês sentirem o drama diário desta estranha relação entre assessorias e redações. Mas voltemos ao assunto.

O aviso de pauta frisa que a atriz não quis “um vestido só com cara de madrinha, mas com a cara de de Taís!”. Ah, tá. Agora tudo faz sentido. E caso não fizesse, a assessora de imprensa estaria à disposição para esclarecer “qualquer dúvida”. Não tenho mais nenhuma nesta quinta-feira chuvosa. Amanhã é santa e sábado, aleluia! Vou de picanha e judas, assim, bem quietinho.
comentários [ ]

19/03/2008
S.O.S NORDESTE

Gostaria de dividir com vocês esta experiência. Conheci, via web, a figura de Carlinhos Beauty, que se auto-intitula “o mago das tesouras”. Cabeleireiro em Brasília, natural de Cabrobó, no sertão de Pernambuco, ele diz em sua biografia, disponível no site, que sua história “poderia se misturar a inúmeras outras de migrantes nordestinos que vieram para Brasília tentar uma vida melhor se não fosse um detalhe: ter conseguido”.

Pois é isso, Carlinhos Beauty é um vencedor, ao contrário de seus conterrâneos que também tentaram a sorte na capital federal. Palavras dele. Nordestino é um povo engraçado mesmo: quando se dá bem na vida adora falar do passado em tom de conto de fadas com final feliz e ainda trata de dar uma pisada naqueles que ficaram no meio do caminho. E passam os dias a se vangloriar do sufoco pregresso, que tiveram que vender paçoca e pamonha antes de se tornar famoso ou qualquer coisa parecida.

Carlinhos Beauty, minha nova obsessão virtual, não é diferente. E diz que hoje é, além de hair designer, “celebridade, artista e querido entre a população”. Diz que apesar de ter enriquecido não deixou de lado suas maiores virtudes: fragilidade e simplicidade. “O badaladíssimo beauty passou da rapadura com farinha ao caviar com champagne com muito suor, esforço e dedicação. Uma história bem gostosa de se ouvir”, ele afirma. Realmente muito gostosa, igual a de Lula, Nizan Guanaes, Duda Mendonça e Ivete Sangalo. É só mudar os predicados, porque a ação é sempre a mesma.
comentários [ ]

18/03/2008
CABEÇA FEITA

O maior sucesso do Brasil é um psiquiatra neurótico, gordo, peludo, com cara de maluco e supostamente gay. O famoso mais famoso da semana se formou em medicina em sua terra natal, Uberaba, e agora corre os programas de TV soltando pequenos clichês da psicologia primária para deleite das donas-de-casa adulteradas e toda uma geração de adolescentes problemáticos com a condição de feios.

Depois de Drauzio Varella, o infectologista que pegou malária, Malcom Montgomery, o ginecologista mulherengo, e Jairo Bauer, o sexólogo com cara de assexuado, o país abre os braços e as pernas para um psicótico que se diz especialista em curar cabeças perturbadas, profissional este que não está com as faculdades mentais em dia.

Bem, mas o que esperar de alguém que estudou numa universidade particular do Triângulo Mineiro, dessas que nascem a partir de um alvará de funcionamento e que aceitam todo tipo de estudante, desde que saiba escrever o nome? Mas é isso aí, hoje todo mundo tem diploma, todo mundo pode dormir açougueiro e acordar médico, estudar geografia e se tornar dentista. Canudo na mão é garantia de prisão especial e é nessa que eu vou.
comentários [ ]

17/03/2008
OUT OF ORDER

Hoje não tô pra ninguém. E sabe por quê? Porque tô exausto, temporariamente fora do ar. Nunca me dei ao direito de sair de órbita sem culpa nenhuma, pois hoje vou me permitir. Mas antes de me despedir de vocês, fica aqui uma pergunta: como é que será o ensaio sensual de Marcelo BBB no Paparazzo? Hoje não tô com nada mesmo, nada, nada.
comentários [ ]

Entrar no 

www.ego.com.br Todos os dias, em caráter excepcional, críticas construtivas e crônicas destrutivas do mundo moderno na visão de Hermés Galvão, um jornalista antiquado.
06/04/2008 - 16/04/2008 27/03/2008 - 06/04/2008 17/03/2008 - 27/03/2008 07/03/2008 - 17/03/2008 26/02/2008 - 07/03/2008 16/02/2008 - 26/02/2008 06/02/2008 - 16/02/2008 27/01/2008 - 06/02/2008 17/01/2008 - 27/01/2008 07/01/2008 - 17/01/2008 28/12/2007 - 07/01/2008 18/12/2007 - 28/12/2007 08/12/2007 - 18/12/2007 28/11/2007 - 08/12/2007 18/11/2007 - 28/11/2007 08/11/2007 - 18/11/2007 29/10/2007 - 08/11/2007 19/10/2007 - 29/10/2007 09/10/2007 - 19/10/2007 29/09/2007 - 09/10/2007 19/09/2007 - 29/09/2007 09/09/2007 - 19/09/2007 30/08/2007 - 09/09/2007 20/08/2007 - 30/08/2007 10/08/2007 - 20/08/2007 31/07/2007 - 10/08/2007 21/07/2007 - 31/07/2007 11/07/2007 - 21/07/2007 01/07/2007 - 11/07/2007 21/06/2007 - 01/07/2007 11/06/2007 - 21/06/2007 01/06/2007 - 11/06/2007 27/05/2007 - 01/06/2007 22/05/2007 - 27/05/2007 07/05/2007 - 22/05/2007 22/04/2007 - 07/05/2007 07/04/2007 - 22/04/2007 23/03/2007 - 07/04/2007 08/03/2007 - 23/03/2007 21/02/2007 - 08/03/2007 06/02/2007 - 21/02/2007 22/01/2007 - 06/02/2007 07/01/2007 - 22/01/2007 23/12/2006 - 07/01/2007 08/12/2006 - 23/12/2006 23/11/2006 - 08/12/2006 08/11/2006 - 23/11/2006 24/10/2006 - 08/11/2006 09/10/2006 - 24/10/2006 24/09/2006 - 09/10/2006 09/09/2006 - 24/09/2006 25/08/2006 - 09/09/2006 10/08/2006 - 25/08/2006 03/08/2006 - 10/08/2006 27/07/2006 - 03/08/2006 20/07/2006 - 27/07/2006 13/07/2006 - 20/07/2006 06/07/2006 - 13/07/2006 29/06/2006 - 06/07/2006 22/06/2006 - 29/06/2006 15/06/2006 - 22/06/2006 08/06/2006 - 15/06/2006 01/06/2006 - 08/06/2006 25/05/2006 - 01/06/2006 18/05/2006 - 25/05/2006 11/05/2006 - 18/05/2006 04/05/2006 - 11/05/2006 27/04/2006 - 04/05/2006 20/04/2006 - 27/04/2006 13/04/2006 - 20/04/2006 06/04/2006 - 13/04/2006 30/03/2006 - 06/04/2006 23/03/2006 - 30/03/2006 16/03/2006 - 23/03/2006 09/03/2006 - 16/03/2006 02/03/2006 - 09/03/2006 23/02/2006 - 02/03/2006 16/02/2006 - 23/02/2006 09/02/2006 - 16/02/2006 06/02/2006 - 09/02/2006 30/01/2006 - 03/02/2006 16/01/2006 - 27/01/2006

2000-2007 Globo.com. Todos os direitos reservados.