13/05/2008
RESSUSCITA-ME!
SuperEgo vara a madrugada e descobre, num par de horas, o paradeiro de algumas caras e bundas que povoou o imaginário coletivo da crasse média brasileira nos anos 80 e, forçando uma barra, na década de 90 também. São mulheres que um dia foram consideradas a frente do nosso tempo, mas o tempo passou e elas ficaram para trás – o que comprova a tese que os últimos serão os primeiros e, numa análise mais boêmia, que ri melhor quem rir por último. Ou vice-versa.
No site de
Núbia Óliiver percebi que ela adicionou mais um “i” em seu sobrenome, na vontade de ver sua carreira deslanchar. Só não consegui entender o que ela faz de fato, mas navegando por seu site oficial tive a oportunidade de ler uma entrevista feita com ela. E por ela mesmo. No título, “Núbia Óliiver por Núbia C.F. de Oliveira”. E as respostas são todas em terceira pessoa, ou seja, Núbia sofre de tripla personalidade. Li toda a matéria e fiquei sem saber o que ela faz da vida e que sua carreira, de fato, despontou para o anonimato.
Narjara Turetta também tem seu site oficial, onde reúne fotos antigas, relatos de sua vida como vendedora de água de coco numa barraca em Copacabana, telefone de contato, número de pager e uma novidade: agora ela oferece palestras com o tema “O Poder do Entusiasmo”. Disponível para empresas. Ela se vende: “Invista na capacitação profissional de seus funcionários levando até a sua conceituada firma a palestra da atriz Narjara Turetta”.
Mari Alexandre tem um fã clube oficial. Mas ao abrir a página não aparece nada além dela. Ninguém assina uma linha do que está escrito e não há endereço fixo de seu tal fã clube, ou seja, Mari Alexandre não tem fãs. E na seção ‘agenda’, não há nada programado para a... atriz? Cantora? Modelo? Qual é mesmo a profissão de Mari?
O mesmo acontece no site de
Mara Maravilha, onde o último evento agendado data de 10 de abril. Já o de
Simony está vazio desde 2006.
Sebastiana Gouvêa (a.k.a Nana Gouvêa) também está com a agenda folgada, e diz que está preparada para encarar qualquer desafio que sua carreira lhe impuser.
E dos fundos do baú, diretamente da idade média, quatro endereços úteis para quem achou que o revival dos anos 80 se resumia ao look da sua amiga blogueira. O primeiro deles é o site oficial de
Enoli Lara – atriz, escritora e escultora. Lá ela conta segredos de alcova, relacionamentos com famosos e detalhes do desfile de carnaval quando exibiu a nudez total e foi “tocada” por 20 homens.
O segundo é o de
Suzy Camacho, para quem não se lembra, atriz do SBT que namorou o Gilliard. Mas ao visitar seu espaço descobri que ela virou psicóloga e que atualmente é colunista do jornal Tremembé News.
O terceiro site é o de
Terezinha Sodré, que dispõe de telefone de contato mas em momento algum diz por qual razão deveríamos contactá-la. Seria para trazê-la de volta à Terra?
E o último, o mais dramático, é o da atriz, ainda atriz,
Maria Cláudia. Alguém se lembra? Nem ela, acho. Entre galeria de fotos, biografia, filmografia e afins, ela disponibiliza um
abaixo-assinado “pedindo sua permanência na mídia -- tv, cinema e teatro -- para a nossa alegria, eternos admiradores desta estrela. Comentários e sugestões sobre o site também são muito bem vindas!” Eu não assinei nada, mas pronto. Taí, minha filha, tu tá na mídia outra vez.
Oi, eu sou a Laleska. Alguém tem um papel pra mim?